Categoria Notícias

O livro retrata a biografia de um pastor que durante em vida dedicou seu tempo em prol da evangelização no âmbito social.

A obra literária apresentada por Maria Fernandes foi destaque no programa Literatura em Foco, apresentado por Abrahim Baze, gravado na Biblioteca Genesino Braga da Academia Amazonense de Letras. Intitulada “Benjamim Matias Fernandes – A Saga de um Apóstolo Pentecostal na Amazônia” O livro retrata a biografia de um pastor que durante em vida dedicou seu tempo em prol da evangelização no âmbito social.

Nesta edição, a advogada destacou durante a entrevista, a biografia e os obstáculos que o pastor enfrentou durante sua trajetória missionaria, destacando os anos de evangelização percorridos a pé ou de barco. Visitando locais onde a falta de recursos e a carência fizeram do obreiro um verdadeiro e abnegado herói, típico do interior acostumado às vicissitudes da vida ribeirinha.

Nascido no dia 30 de setembro de 1914, filho de um pernambucano e de uma alagoana que migraram para o Amazonas no início do século XX, o pastor Benjamim Matias Fernandes viu a Assembleia de Deus (a primeira no interior do Amazonas) nascer na casa de seus pais em 1925, na pequena localidade chamada Autaz Mirim. Pertenceu à primeira geração de obreiros da Assembleia de Deus no Amazonas.

O pastor foi homenageado, com o nome na Escola Municipal Benjamim Matias Fernandes, inaugurada no bairro Lago Azul. A instituição de ensino é de educação básica e funciona apenas na etapa de formação de Ensino Fundamental e no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Benjamim Matias Fernandes, localizado no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul.

Maria Fernandes, é filha caçula do Pastor Benjamim Fernandes, vindo de uma família humilde é formada em administração de empresa e advocacia, nascida na capital manauara, é mãe de cinco filhos e avó de sete netos.

Com imagens de Nélio Costa e produção de Joiana Costa, você confere a entrevista completa através do Aplicativo AMAZONSAT no Play Store ou App Store do seu celular.

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Esta cidade já não existe mais, em nome da modernidade.

Avenida Eduardo Ribeiro, Centro de Manaus. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Se a arquitetura é o símbolo mais visível de uma sociedade, a fisionomia urbana de Manaus reflete bem o espírito da sociedade que aqui floresceu em fins de 1800 e início de 1900. Na verdade a arquitetura de Manaus, a arquitetura mais antiga exprime uma atitude emocional e estética do apogeu de um período do látex e da burguesia enriquecida pelo processo produtivo.

A cidade que despertou a admirarão de tantos estrangeiros imigrantes ou visitantes, nas primeiras décadas de 1900, surgiu como por encantamento.

De uma aldeia dos índios Manaus, o antigo Lugar da Barra se transformara num dos mais importantes centros do mundo tropical, graças a vitalidade econômica da borracha, que lhe deu vida, riqueza e encantos, como na antiguidade o comércio intenso no Mediterrâneo e no Adriático possibilitou a Roma, Florença e Veneza papel preponderante na economia, nas artes, nas letras e na arquitetura da Velha Europa.

Tal como Veneza, por meio de seu comércio de longo alcance com povos europeus e extras europeus, Manaus veio conhecer o gosto e a experiência de países extras americanos onde sua burguesia procurava inspirações de vida e de ação. O passeio de férias à Europa era ocorrência de rotina para a família de Manaus que, por sua vez, de lá traziam ideias e sugestões transformados em valores culturais, às vezes um tanto invulgar de uma sociedade desejosa de crescer e firmar-se como força civilizadora.

Cidade de suaves colinas, Manaus desdobrava-se em vistas múltiplas para quem a cruzasse nas avenidas e ruas de um lúcido urbanismo. E não deixa de impressionar a obra urbanizadora da capital, creditada ao governo de Eduardo Gonçalves Ribeiro, a topografia da cidade, antes do governo dele, deslumbrava-se em cortes hidrográficos: era o Igarapé do Salgado, o Igarapé da Castelhana, o Igarapé da Bica, o Igarapé do Espirito Santo, Igarapé de Manaus, Igarapé da Cachoeirinha, Igarapé de São Raimundo, Igarapé dos Educandos, etc.

Eduardo Gonçalves Ribeiro aterrou os caudais em benefício de um urbanismo funcional, que lutou contra a natureza até fazer secar os pequenos cursos d’água, transformada em amplas avenidas.

[…] Avenida Eduardo Ribeiro, com sua imponência, resultado do aterro do Igarapé do Espirito Santo. Outros tantos igarapés atravessados por sólidas pontes de ferro, em disposições geométricas artisticamente apresentadas. O Teatro Amazonas erigido no topo de uma colina, como se fosse a Acrópole dos Deuses da Floresta, marca a capital no espaço e no tempo, inaugurado em 1896.

Fonte: TOCANTINS, Leandro. O rio comanda a vida: uma interpretação da Amazônia. Manaus: Valer, 2000. Pág.: 188-189.

Cidade rica, progressista e alegre, calçadas com granito e pedra de liós, trazida de Portugal, sombreadas por frondosas mangueiras e de praças e jardins bem cuidados, com belas fontes e monumentos, tinha todos os requisitos de uma cidade grande urbe moderna: água encanada e telefonias; energia elétrica, rede de esgoto e bondes elétricos deslizando em linhas de aço espalhadas por toda malha urbana e penetrando na floresta até os arredores mais distantes do Bairro de Flores. O seu porto flutuante, obra-prima da engenharia inglesa, construído a partir de 1900, o qual recebia navios de todos os calados e das mais diversas bandeiras.

O movimentar do centro comercial regurgitando de gente de todas as raças, nordestinos, ingleses, peruanos, franceses, judeus, norte-africanos, norte-americanos, alemãs, italianos, libaneses, portugueses, caboclos e índios.

Rua Ferreira Pena, 1933. Destaque para os Bungalows, projetados pelo professor Coreolano Durand. Foto: Bazar Esrpotivo/Acervo Fundação Getúlio Vargas

A Avenida Eduardo Ribeiro concentrava um número expressivo de casas comerciais. Nas proximidades do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, Ruas Marcílio Dias, Guilherme Moreira, Quintino Bocaiúva, 7 de Setembro, Henrique Martins, Instalação, Praça XV de Novembro. Tudo o que o comércio internacional oferecia à época poderia ser encontrado nesta longínqua cidade, plantada a milhares de quilômetros dos principais centros capitalistas.

Atividades comerciais bem constituídas abrigavam, no andar inferior, o comércio e no andar superior a residência do proprietário, instalado próximo ao seu trabalho, o que ocorria normalmente das 7h às 21h da noite.

Esse espaço residencial era o que predominava em nosso centro comercial. Mas, afastadas como a Praça dos Remédios ao longo da Joaquim Nabuco, Largo de São Sebastião, Avenida 7 de Setembro, Rua Barroso, 24 de Maio, Saldanha Marinho e outras ruas circunvizinhas, dispunha-se as residências mais ricas, magníficos palacetes construídos no melhor estilo da época, assoalhos de acapu e pau amarelo, pinho-de-riga, onde o sol vazava as janelas e vitrais europeus. As salas normalmente iluminadas de belíssimos lustres europeus, paredes e tetos decorados de pinturas e telas ou de ar frescos.

Seus salões amplos exibiam luxuosíssimos móveis, porcelanas, cristais, pratarias e que permaneciam sempre abertos para receber visitas e festas de aniversários, banquetes e saraus, as diversões familiares da belle époque.

Casas de alvenaria com porões habitáveis, com fachada de painéis de azulejos europeus, com suas entradas de escadas em degraus de pedra de liós, ou madeira, sala de visita, alcova, sala de jantar, o grande corredor, ladeados de dois três quartos, cozinha em mais dependências.

[…] As famílias de menores recursos habitavam as extensas vilas de casas populares, o que ainda encontramos hoje nas ruas 24 de maio, Lauro Cavalcante e Joaquim Nabuco e as chamadas estâncias, extensas construções de meia-água divididas em pequenos quartos para aluguel. Entre os hotéis destacavam-se o Casina, na Praça Dom Pedro II e o Grande Hotel na Rua Municipal número 70, belíssimo edifício de dois andares, com quarenta e dois quartos, cujos cômodos eram decentemente mobiliados.

Fonte: LOUREIRO, Antônio José Souto. A Grande Crise. Pág.: 33 e 34. In. BAZE, Abrahim. Luso Sporting Clube: A Sociedade Portuguesa no Amazonas. Manaus: Valer, 2007.

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Conhecido por seu carisma e dedicação pastoral, o arcebispo emérito dedicou grande parte de sua vida à Igreja e à comunidade local.

A celebração foi marcada por uma missa solene na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição, presidida por Dom Luiz e concelebrada pelo Arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Steiner, e pelos bispos auxiliares Dom Zenildo Lima, Dom Hudson Ribeiro auxiliado pelo Diácono Edson Ferreira.

A celebração contou também com a presença do público, agentes de pastorais e movimentos, além da presença de membros da Academia Amazonense de Letras, entre eles, o Presidente, Dr. Aristóteles Alencar e Carmem Novoa.

Durante sua homilia, o Arcebispo Emérito falou da importância de viver o lema episcopal ‘Ministrare non Ministrari’, ‘Servir e não ser Servido’, em sua missão de levar o evangelho de Jesus Cristo, ao longo de sua trajetória.

Em sua jornada, o arcebispo se destacou pelo seu compromisso com os mais necessitados e em defesa da Amazônia, estando à frente de diversas iniciativas na região. Seu trabalho em prol dos direitos humanos ganhou notoriedade e reconhecimento nacional e internacional, consolidando sua liderança não apenas religiosa, mas também no meio social e ambiental.

Dom Luiz Soares Vieira, além de possuir uma vocação sacerdotal, possui também uma estrema vocação e inspiração para escrita, o que rendeu seu ingresso como membro efetivo na Academia Amazonense de Letras em 2017, após dois anos teve sua primeira obra literária lançada intitulada “Já é Tempo de Pensar”, editada pela Academia Amazonense de Letras. Obra que constitui um uma coletânea de 214 substanciosos artigos publicados aos domingos nos jornais, o “Amazonas Em Tempo” e “A Crítica”. Em 2015 lançou a obra intitulada “Não Perder a Esperança” editada pela Arquidiocese de Manaus.

Sobre o Arcebispo: Nascido em 2 de maio de 1937, em Conchas – São Paulo, filho de Luiz Carlos Vieira e Juduthi Soares Vieira. Foi ordenado sacerdote na Igreja de São Marcos – Roma – Itália, no dia 21 de fevereiro de 1960.

Em 13 de novembro de 1991, foi nomeado bispo auxiliar de Manaus pelo Papa João Paulo II, e tornou-se o 5° arcebispo metropolitano da Igreja de Manaus, cargo que ocupou até sua renúncia em 2012. Ao longo de sua trajetória, Dom Luiz se destacou pelo seu compromisso com os mais pobres e pela defesa da Amazônia.

Na Academia Amazonense de Letras, o Arcebispo é o segundo ocupante da Cadeira n.º 36, eleito em, na sucessão de Josué Claudio de Souza, e recebido em 25 de novembro de 1997, pelo acadêmico Max Carphentier Luiz da Costa. Trata-se de Cadeira instituída em 1968, fundada por Josué de Souza.

*Com informações da ASCOM-AAL
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Contatos: (92) 99219.6767 / (92) 98835.9047 – Leidy Amaral

Imagens cedidas por Flávia Horta – Arquidiocese de Manaus

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Entre as personalidades está Violeta Branca, o poetismo de vanguarda, que promoveu o papel da mulher na produção literária no cenário amazonense.

O programa Literatura em Foco, apresentado por Abrahim Baze, recebeu na Biblioteca Genesino Braga da Academia Amazonense de Letras, o professor e escritor José Benedito dos Santos, autor da obra “Emergência da escrita de mulheres na literatura amazonense contemporânea (2007-2018)”.

Nesta edição, o autor destacou durante a entrevista, os principais feitos da literatura no Amazonas, através das personalidades femininas que marcaram a cultura literária com grandes feitos, em um legado riquíssimo, entre elas, Albertina Costa Rego de Albuquerque, Silva Aranha Ribeiro e  Violeta Branca, que promoveu um papel da mulher na produção literária no cenário amazonense, em um tempo em que a presença da mulher na literatura amazonense era marcada pela ausência, Violeta Branca ajudou a superar preconceitos e abrir caminho para inserção de uma dicção poética feminina, além ser considerada a precursora da poesia feminina na década de 30 e a primeira mulher a ingressar na Academia Amazonense de Letras, em 1937.

Em sua obra intitulada “Emergência da escrita de mulheres na Literatura Amazonense contemporânea (2007-2018)”, o autor concebe um espaço crítico-literário para mulheres escritoras, com o intuito não apenas de trabalhar a fortuna crítica das autoras estudadas neste livro, mas para desconstruir a ideia de que mulheres escritoras não têm o direito de criarem e falarem sobre as suas próprias histórias.

Uma das principais reflexões do autor nesta obra é que a literatura produzida por mulheres, e a representação das personagens femininas na diegese, se configura como um meio de romper com estereótipos atribuídos à imagem da mulher e do ser feminino ficcional na sociedade e na literatura.

Sobre o autor: José Benedito dos Santos, possui graduação em Letras – Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Amazonas (2005), mestrado em LETRAS pela Universidade Federal do Amazonas (2013) e doutorado em Literatura pela Universidade de Brasília (2022). Atualmente é professor de Língua Portuguesa da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: Mia Couto, literatura africana de língua portuguesa, literatura brasileira, literatura afro-brasileira, literatura amazonense.

Com imagens de Nélio Costa e produção de Juliana Neves, você confere a entrevista completa através do Aplicativo AMAZONSAT no Play Store ou App Store do seu celular.

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Para o autor, a obra tem a intenção de despertar nos jovens, sobretudo, a atenção sobre os momentos marcantes da história de grandes personalidades do Amazonas, através dos relatos de lendas, mistérios, heroísmo e eventos formadores de identidade.

O lançamento da obra literária aconteceu no salão do Pensamento Amazônico Álvaro Maia da Academia Amazonense de Letras mediante a presença de público presente, amantes da literatura local, professores, alunos, escritores, jornalistas, membros efetivos da Academia Amazonense de Letras e autoridades.

Os membros efetivos da Academia Amazonense de Letras e de instituições literárias e históricas prestigiaram o lançamento da décima primeira obra do acadêmico Antônio Júlio Lopes, entre eles, Elson Farias, Marcos Frederico Kruger, Sergio Cardoso, Euler Ribeiro, Aristóteles Alencar (Presidente da Academia) e Abrahim Baze (Vice-presidente), Carmem Novoa e também membros do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, (IGHA)- Bruno Miranda, Osíris Silva, Aguinaldo Figueiredo e Geraldo dos Anjos Xavier, Presidente da ALACA, Romulo Sena e da Casa do Escritor Julio Antonio Lopes, Professor, membro da Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia (ALACA), Cleomir Santos.

A cerimônia iniciou com a  composição da mesa presidencial, formada na presença do Presidente da Academia Amazonense de Letras – Dr. Aristóteles Alencar, Vice-Presidente da Academia Amazonense de Letras – Abrahim Baze, Acadêmico e autor da obra – Júlio Antônio Lopes e autoridades como o Desembargador Yedo Simões de Oliveira, Desembargador Elci Simões de Oliveira – representando o Egrégio Tribunal de Justiça do Amazonas e o Chefe do Departamento de Literatura – Antônio Auzier, representando o Secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa; Marcos Apolo Muniz.

Outras autoridades também prestigiaram o lançamento; Reitor da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) – Evandro Brandão Barbosa, Diretora do Centro Educacional Sandra Cavalcante, Ziza Martins, Presidente da associação de escritoras e jornalistas do Brasil (AJEB-AM)- Silvia Grijó e a Presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ-AM) – Lúcia Viana, Presidente da Academia Amazonense Maçônica de Letras, Jurimar Colares Ipiranga; Professor João da Mata, Membro da Academia de Literatura, Arte e Cultura (ALACA), Diretor da Escola Superior da Advocacia (ESA/OAB-AM) Carlos Alberto e o Advogado e Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) Jean Cleuter, Desembargadora Federal do Trabalho – Francisca Rita Alencar, além das alunas da Escola Letícia Dantas, da Zona Norte de Manaus.

Durante a cerimônia, o autor fez um breve relato sobre os heróis passados e contemporâneos. Pessoas que influenciaram o destino do Amazonas com ações que impactam positivamente até os dias atuais, ressaltando que obra literária aborda vários temas em linguagem jornalística, relatando a Amazônia com suas ilustres personalidades do passado, como Ajuricaba, Eduardo Ribeiro, Tenreiro Aranha entre outros. Segundo o autor, os contextos são pequenos artigos, de fácil leitura e compreensão, em linguagem quase coloquial. A obra é uma reprodução com pequenas adaptações, dos textos escritos no jornal A Crítica, de Manaus há 35 anos.

Após a apresentação da obra, o público pode prestigiar uma singela apresentação musical pelo membro efetivo da Academia Amazonense de Música, Maestro e Regente do Coral João Gomes Júnior, Moises Rodrigues que apresentou o recital de músicas regionais do compositor Chico da Silva, entre elas; Amazonas, Meu Amor, Amor Está no Ar e Vermelho, fazendo uma singela homenagem a cultura do Festival de Boi Bumbá, em seguida a cerimonia encerrou com a distribuição gratuita da obra autografada pelo Acadêmico.

Editada pela Academia Amazonense de Letras, a obra é fruto de emenda parlamentar, a partir de propositura da Deputada Alessandra Campelo com apoio do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult.

Os títulos lançados estarão disponíveis para consulta local no Memorial e Biblioteca Genesino Braga, na sede da Academia, localizada na Rua Ramos Ferreira, 1009 Centro, das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira.

Sobre o autor: Júlio Antônio Lopes é amazonense, nascido em 24/03/1964 nas dependências da Santa Casa de Misericórdia. Advogado, com destacada atuação em causas relacionadas à liberdade de expressão do pensamento e de comunicação, jornalista, escritor e editor, foi editorialista e diretor jurídico do jornal A Crítica, onde assinou artigos há 35 anos na página de Opinião.

Possui graduação na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Desenvolveu notável liderança estudantil: fundou um jornal; foi eleito presidente do Centro Acadêmico de Direito (CAD) com a chapa JVSTITIA no ano mágico de 1988, quando foi promulgada a Constituição até hoje em vigor.

É membro efetivo da Academia Amazonense de Letras (AAL), terceiro ocupante da cadeira 23, cujo patrono é Cruz e Sousa, eleito em 14 de dezembro de 2012, na sucessão de Joaquim de Alencar e Silva, e recebido pelo acadêmico José Bernardo Cabral. A Cadeira foi fundada por Nunes Pereira.

Todos os títulos lançados ao longo do ano estarão disponíveis para consulta local no Memorial e Biblioteca Genesino Braga, localizado na sede da Academia, na Rua Ramos Ferreira, 1009 Centro, das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira.

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Imagens cedida pelo fotografo José Carlos

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O autor escreve sobre os heróis passados e contemporâneos. Pessoas que influenciaram o destino do Amazonas com ações que impactam positivamente até os dias atuais. Um resgate importante para o conhecimento das futuras gerações.

A obra literária aborda vários temas em linguagem jornalística, relatando a Amazônia com suas ilustres personalidades do passado, como Ajuricaba, Eduardo Ribeiro, Tenreiro Aranha entre outros. Os contextos são pequenos artigos, de fácil leitura e compreensão, em linguagem quase coloquial. A obra apresenta uma reprodução com pequenas adaptações, dos textos escrito pelo autor no jornal A Crítica, de Manaus.

A intenção é despertar nos jovens, sobretudo, a atenção sobre aqueles momentos marcantes da história de grandes personalidades do Amazonas, além de relatar as lendas, mistérios, heroísmo e eventos formadores de identidade. Que os leitores possam apreciar a obra e que esta seja o ponto de partida para um novo olhar e uma nova ação, mais acolhedora e comprometedora com a terra de Ajuricaba.

Editada pela Academia Amazonense de Letras, a obra literária é fruto de emenda parlamentar, a partir de propositura da Deputada Alessandra Campelo com apoio do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult.

O lançamento será neste sábado (06 de julho) no salão nobre do Pensamento Amazônico Álvaro Maia da Academia Amazonense de Letras, às 10h, com entrada gratuita. Após a cerimônia de lançamento haverá a distribuição gratuita da obra autografada pelo Acadêmico aos convidados e público presente.

Sobre o autor: Júlio Antônio Lopes é amazonense, nascido em 24/03/1964 nas dependências da Santa Casa de Misericórdia. Advogado, com destacada atuação em causas relacionadas à liberdade de expressão do pensamento e de comunicação, jornalista, escritor e editor, foi editorialista e diretor jurídico do jornal A Crítica, onde assinou artigos há 35 anos na página de Opinião.

Possui graduação na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Desenvolveu notável liderança estudantil: fundou um jornal; foi eleito presidente do Centro Acadêmico de Direito (CAD) com a chapa JVSTITIA no ano mágico de 1988, quando foi promulgada a Constituição até hoje em vigor.

É membro efetivo da Academia Amazonense de Letras (AAL), terceiro ocupante da cadeira 23, cujo patrono é Cruz e Sousa, eleito em 14 de dezembro de 2012, na sucessão de Joaquim de Alencar e Silva, e recebido pelo acadêmico José Bernardo Cabral. A Cadeira foi fundada por Nunes Pereira.


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A instituição maçônica adota desde a origem a trilogia liberdade, igualdade e fraternidade, consagrando a luta dos povos oprimidos pelos governos absolutistas.

A Instituição Maçônica cuja origem é motivo ainda hoje, de paciente perquirição, ensejando as mais diversas opiniões, todas elas porém, demonstrando o caráter universalista da Ordem, sempre se constituiu em um tema apaixonante de apreensão da inteligência humana. É muito difícil por certo, a sua conceituação uniforme, uma vez que seu processo de expansão e evolução acompanha os fatos que se desenrolam entre os homens gerando as motivações mais civilizadoras.

“[…] Segundo o estudioso dos assuntos maçônicos Alfredo de Paiva, a maçonaria é uma associação universal e filosófica, reflexo sempre de nobres tendências inspiradas na mais perfeita tolerância pelas crenças individuais”.

Fonte: VALLE, Rodolpho. Centenário Maçônico. Manaus, 1972. Pág.: 15

Nos momentos mais inquietantes que o mundo atravessa de guerras, tumultos de paixões, campanhas de descredito, febre de riqueza, luxo desvairado, conflito violento de ideias.

Senhor Antonio Bernardo. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

“[…] Segundo o autor Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro, a Maçonaria no vasto campo moral que possui tem bálsamo para todas as dores e aflições, remédio para todos males e é, uma força que não se gasta, não se dissipa, no tratamento que deve ao próximo que sente necessidade de amparo e socorro”.

Fonte: VALLE, Rodolpho. Centenário Maçônico. Manaus, 1972. Pág.: 15

Sem dúvida ela é uma instituição que ensina o valor eterno dos princípios de cultura humana e individual no independente dos lugares e das épocas, proporciona aos indivíduos as suas agrupações, a noção clara e certa da solidariedade do amor, do direito, da justiça e da liberdade. A instituição maçônica adota desde a origem a trilogia liberdade, igualdade e fraternidade, consagrando a luta dos povos oprimidos pelos governos absolutistas.

Tanto na Europa quanto na Ásia, por toda parte onde ela pode exercer sua influência, teve a glória de vencer pelas armas da persuasão e pelo poder do exemplo, a insaciável avidez das paixões políticas e religiosas e de levar a ordem e a paz por toda a parte onde o espírito revolucionário implantou a discórdia e a guerra. E ao seu zelo por causa tão santa que se atribui a longa tirania que ela teve que suportar de todos os poderes que não marcharam nas veredas da justiça. Como ocorreu em tempos mais recentes na pátria mãe Portugal quando da instalação da tirania do Regime Salazarista imposto por Salazar na pátria mãe.

Foto: Roumen Koynov

Grande Benemérita Loja Simbólica Aurora Lusitana oferece a verdadeira luz ao português Antônio Bernardo Andorinha

A Grande Benemérita Loja Simbólica Aurora Lusitana fundada por portugueses no dia 20 de junho de 1897, em um jantar na residência do maçom Abel Nunes Thompson de Quadros, cuja, principal ordem era acolher portugueses natos, muitos foram aqueles que lá se destacaram dentre eles o português radicado em Manaus, Antônio Bernardo Andorinha, que recebeu a verdadeira luz por iniciação no Grau de Aprendiz Maçom no dia 18 de março de 1944, ingressando assim, mais um português que viria com a força do sangue lusitano reforçar as colunas daquela loja e se juntar a tantos outros portugueses que ajudaram a caminhada centenária da referida loja.

Sua trajetória na busca dos conhecimentos maçônica lhe permitiu que no dia 22 de maio de 1944 recebia por merecimento, frequência e doação o Grau de Companheiro Maçom na sua Loja Mãe. O tempo foi passando, os ensinamentos foram sendo ministrados e ele por dedicação foi merecedor de receber sua Plenitude Maçônica no Grau de Mestre Maçom no dia 22 de julho de 1944, permitindo assim, a conquista de seus méritos em sua Loja Mãe. O agora Mestre Maçom Antônio Bernardo Andorinha continuou sua luta no templo de sua loja contra as fraquezas morais, promovendo a virtude e a integridade, tão necessárias para a construção de uma sociedade mais justas e equitativa dentro dos princípios de sua formação moral e de generosidade para com a Instituição.

Foto: Roumen Koynov

Foi um maçom dedicado as causas humanas e acompanhou desde sua iniciação as normas disciplinadoras de seu comportamento e de suas atividades, adaptando-se ao processo de desenvolvimento espiritual e moral de sua vida. Para se conhecer na verdade em toda sua extensão a passagem desse português pelos quadros como obreiro e Mestre Maçom Antônio Bernardo Andorinha, em todas suas minucias e me todas suas ações enquanto viveu entre nós é fundamentalmente indispensável saber como ele aqui chegou, como se aclimatou no país e na cidade que o recebeu e de que forma exerceu sua função como cidadão, esposo, pai e irmão de nossa ordem.

Cumpre saber como ele trabalhou e contribuiu de forma importante para manutenção da colunas portuguesas da Grande Benemérita Loja Simbólica Aurora Lusitana. Foi um maçom constante metódico, consciente generoso, abnegado e amigo tantas vezes daqueles que estiveram em sua volta. Sua atuação econômica permitia que no aniversario da Loja fosse destinado um boi de uma de suas fazendas para ser produto de um leilão cuja renda era destinada a sua Loja Mãe. Essas verdade históricas resultam de um espirito de luta desse bravo irmão lusitano que se deslocou de sua pátria para desbravar nossa terra e principalmente promovendo o crescimento de nossa região.

Como chefe de família a sua conduta foi exemplar, como maçom dedicado teve uma vida irrepreensível. Considerado um homem de elevada alma nobre, mas sábia e sublime foi sua participação na maçonaria a época. Como maçom esteve intimamente convencido de que a maçonaria é a obra mais completa que o homem produziu e de que, como Instituição humana dispõem melhor do que qualquer outra de todas as instituições precisas para tornar o homem feliz, levando-lhe o moral, retratando-lhe os instintos, desembaraçando do fanatismo religioso, tornando-o um homem bom e justo, tolerante e sociável, sem ódios a satisfazer sem vinganças a pôr em prática, pronto a qualquer sacrifício em proveito da liberdade e a justiça, onde quer que os tiranos tentem ofuscar o espírito humano, eram de fato seus princípios de vida.

Por um longo período durante todas as noites trabalhou em sua oficina no Oriente de Manaus, dando-lhe salutar exemplo de uma dedicação sem limites, de uma correção irrepreensível, ensinando os portugueses neófitos, aconselhando os inexperientes a todos carinhosamente envolvendo no manto augusto de sua bondade inesgotável. Homem simples mas vezes calado sem pretensões de ser o dono da palavra, contudo, guardava força para a solidariedade. Quem quer ainda creia nos altos desígnios de Deus sobre o homem na face da terra, quem ainda não tenha todo descrito da ação civilizadora nos destinos da humanidade, quem quer ainda não se tenha tornado em absoluto indiferente ao movimento regenerador que as conquistas do espírito humano vão operando na vida de um homem, este era o maçom dedicado a Grande Benemérita Loja Simbólica Aurora Lusitana, Antônio Bernardo Andorinha.

Foto: Roumen Koynov

As raízes portuguesas de Antônio Bernardo Andorinha

Nasceu no dia 13 de setembro de 1906 em Armamar – Arícera (Conselho da Régua), veio para o Brasil porque seu pai José Bernardo na época já viúvo não permitiu que após a conclusão dos estudos no Liceu, muda-se para a cidade de Coimbra, a fim de se matricular na tradicional Universidade de Coimbra.

Com a ideia de não permanecer na aldeia que lhe servira de berço e querendo ir em busca de novos horizontes logo vê a ideia de transferir-se para o Rio de Janeiro, pelo fato de lá já residirem alguns primos. No entanto, a influência de um amigo de infância Delfim da Costa, com quem se trocava correspondia e já estava em Manaus alguns anos, exercendo a profissão de barbeiro e que tinha alcançado algum êxito.

Transcorria o ano de 1929, embalado pelo que confirmava, amiúde, ser Manaus uma bela e pacata cidade. Aqui foram tempos difíceis, seu primeiro emprego foi na então chamada Colônia de Alienados (Hospício Eduardo Ribeiro no Bairro de Flores). Com o passar do tempo, seu diretor Urbano Nôvoa, tornou-se um inigualável amigo, sentimento que os uniu até a morte. Ali permaneceu durante um pouco mais de ano, apesar das instâncias feitas pelo Diretor Urbano, inclusive com melhoria salarial, porem, saiu porque tinha um objetivo: Queria ser seu próprio empregado independente de qualquer vinculo empregatício com qualquer que fosse. Assim o fez. A princípio no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, com uma venda de carne bovina, é nesta oportunidade que ganhou o carinhoso apelido de Andorinha e que acabou por incorporá-lo ao seu nome.

Alguns anos passaram-se trabalhando por sua proporia conta e risco, a atuar no Matadouro Municipal, também conhecido como (curro), quando abatia o gado adquirido no Baixo Amazonas e o revendia para açougues e bancas do mercado municipal. Em 1943 comprou sua primeira fazenda, a São José e anos após mais três, todas no município do Careiro, conseguindo nelas fazer a engorda do rebanho que vinha do então Território do Rio Branco e do Baixo Amazonas

Com sua visão comercial acabou por eliminar o atravessador, que lhe encarecia o produto, trazendo-o ele próprio de suas fazendas para o matadouro nas embarcações de sua propriedade. Era pois, numa pessoa só, o produtor, o criador e o vendedor direto do produto o que lhe permitiu durante anos consecutivos ser o principal senão o único fornecedor de carnes bovinas aos quartéis, hospitais, educandários e a maior parte dos açougues e trabalhadores. Em 1956 fundou a Marchantaria Imperial da qual foi presidente ate sua morte e que era integrada por todos os marchantes importantes e poderosos da época.

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Em um encontro marcado por diálogos enriquecedores e troca de experiências culturais, o presidente da Academia Amazonense de Letras (AAL), o médico e escritor Aristóteles Comte de Alencar Filho e o vice-presidente da AAL, o historiador e escritor Abrahim Baze, realizaram uma visita ao quartel-general do Comando Militar da Amazônia (CMA). A presença da AAL no CMA fortaleceu os laços do Exército Brasileiro (EB) com a Academia, e assim, promoveu um intercâmbio cultural benéfico tanto o meio literário quanto o militar.

Os representantes da AAL foram recebidos pelo Chefe do Estado-Maior do CMA, General de Brigada Triani, que ressaltou a importância da preservação da memória histórica da Amazônia. Durante a visita, além de conhecerem as missões e atividades desenvolvidas pelo CMA no presente, os representantes da Academia puderam relembrar mais sobre a história da sua fundação ao visitarem o Espaço Cultural Capitão-Mor Pedro Teixeira, local de exemplo vivo da dedicação deste Comando Militar de Área diante da preservação histórica da região.

O espaço cultural oferece uma visão detalhada do papel desempenhado pela instituição ao longo dos anos. O encontro foi uma oportunidade única para ambos os lados. A AAL, conhecida pelo compromisso com a literatura e a história regional, encontrou no CMA a parceria e dedicação à preservação e divulgação da rica história amazônica.

A união entre a Academia Amazonense de Letras e o Comando Militar da Amazônia demonstra que, cultura e defesa caminham lado a lado, e contribuem para a construção de uma Amazônia mais consciente da sua riqueza e diversidade.

*Com informações – Assessoria de Comunicação do Comando Militar da Amazônia (CMA)

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Joaquim Gonçalves de Araújo é um nome para todo o Estado do Amazonas expressiva e valiosamente sintetizado nas iniciais J. G. que ainda ecoam em todos os quadrantes do Estado.

“Os homens não valem pelo privilégio da fortuna de que desfrutam ou do poder que, eventualmente, conseguem empalmar, mas pelo que produzem em prol da coletividade”.

Joaquim Gonçalves de Araújo é um nome para todo o Estado do Amazonas expressiva e valiosamente sintetizado nas iniciais J. G. que ainda ecoam em todos os quadrantes do Estado como símbolo de uma verdadeira potência comercial e industrial. Procedente de Portugal, muito jovem, iniciou a sua vida comercial em vendas modestas e humildes. Há poder de perseverança, trabalho e dinamismo o Joaquim vendeiro foi conquistando terreno patino a patino no conceito dos seus coevos, alcançando o prestigioso posto de chefe da firma J. G. que ainda hoje é um símbolo e, foi nos áureos tempos do ouro negro, uma potencia econômica e financeira em todos os recantos do estado. Além do título de Comendador conquistou um titulo de nobreza na nobiliarquia lusa pelo muito que realizou em beneficio da colônia.

A Sociedade Portuguesa Beneficente foi uma das beneficiárias da sua atuação como presidente e protetor da entidade.

A sua presidência foi de todo o decorrer do ano de 1897.

O seu relatório é altamente histórico porque focaliza as atividades de um dos anos mais prósperos da consolidação da sociedade.

Tão elucidativa é esta peça que vai em grande parte transcrita sem comentários.

Assistência Hospitalar aos Indigentes

Nobre por todos os títulos foi a iniciativa de instituir as chamadas camas de caridade para socorrer os indigentes. Tal iniciativa mereceu um capítulo do relatório que deve ser escrito neste histórico em razão do espírito altamente filantrópico em que está vagado.

Camas de Caridade

A mais bela iniciativa da nossa sociedade no ano social que agora finda, é sem dúvida, a da instituição das camas de caridades destinadas a receber independentemente de nacionalidade todos os indigentes que reclamarem os serviços do hospital.

Esta ideia generosa e humanitária, que há de atrair incontestavelmente a nossa sociedade muitas dedicações, profundas simpatias e sinceras bênçãos, deve merecer a todos nós uma atenção especial, abranger uma parte das nossas vistas e se, for até preciso, uma parte dos nossos sacrifícios.

Nelas está representada a verdadeira filantropia e por conseguinte um dos mais belos florões que a nossa sociedade ostenta na sua coroa de glória.

Comendador Joaquim Gonçalves Araújo, fundador. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

A diretoria que de vós recebeu o honroso mandato de gerir, no ano findo, os negócios sociais, sabia perfeitamente que a lei vigente determina que os benefícios, da nossa sociedade devem principalmente convergir para os seus associados, mas entendeu também, que não devia por motivo algum, despedir, sem comiseração, os infelizes que em precárias circunstancias e lutando com a morte viessem reclamar os serviços do hospital, porque seria menosprezar a maior virtude que nobilita o homem, o amor do próximo e, renegar as tradições e os fins altruístas da nossa instituição.

Daí o abraçar com toda a atina a ideia das camas de caridade e trabalhar, com empenho, para a sua fundação e desenvolvimento.

Esta ideia tão generosa como sedutora, partiu do nosso irmão pelo berço, do patriota a quem a sociedade muito deve e mais deveria se pelas disposições da nossa lei orgânica lhe fosse permitido associar-se, o sr. Francisco Gonçalves da Costa Porto, o amigo que tantas provas de afeto tem, dado a nossa terra, que é também a sua e tantas vezes temos visto o nosso lado, ora seguindo, cheio de entusiasmo e de crença as nossas manifestações de jubilo, quando a nossa pátria alcança um triunfo ou comemora uma data gloriosa, ora acompanhando os nossos protestos, indignado e altivo, quando a ambição dos fortes vibra covardemente sobre ela a chicotada miserável de uma afronta.

Foi deste cavalheiro que partiu, com o primeiro donativo, essa iniciativa a que hoje não há ninguém que negue o seu concurso, o seu auxilio e a sua homenagem, sendo logo perfilhada pelo nosso distinto consócio sr. Luiz Eduardo Rodrigues, com verdadeiro fanatismo e louvável generosidade.

Por proposta do nosso digno consócio e mordomo, o sr. Porfiro Varela, um batalhador infatigável, um sincero amigo da nossa instituição, foram as camas fundadas no dia 5 de setembro de 1898, dia imperecível em que uma nova aurora surgiu neste imenso estado e a civilização mais um triunfo na sua carreira luminosa, data gloriosa, que há de sempre nos lembrar a maior conquista social e moral do povo amazonense, porque milhares de mártires viram desfazer-se nesse instante as algemas da escravidão que lhes arroxeavam os pulsos e, puderam ver pela primeira vez, de fronte erguida, o sol formoso da liberdade. Assim aquelas camas não representam somente uma obra meritória, um exemplo de caridade, são também um monumento que sintetiza a comemoração de um grande dia, a consagração de um acontecimento inconfundível, a abolição da escravatura, nesta bela e riquíssima região.

Comendador José Cruz, presidente 1962 a 1992. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Representante de portugueses intimamente unidos aos brasileiros, pelas tradições, pelo passado, pela história, tendo no Brasil uma terra generosa e hospitaleira, a nossa sociedade provou assim que não considera esta grande união apenas como um campo de trabalho e de luta frias que ligam um pensamento mais nobre e elevado, que vê nela uma segunda pátria, alegando-se com os seus triunfos e comemorando jubilosamente os seus dias de glória.

Dos serviços que as camas de caridade, apesar da sua fundação recente, tem prestado aos desprotegidos da fortuna, podeis formar um juízo seguro pelo mapa que vai seguidamente desenvolvido e, do bom acolhimento que lhes tem sido feito, encontrais uma prova irrefutável e consoladora no documento adiante publicado.

Júlia Barjona Labre – A última hóspede da Beneficente Portuguesa

Atendendo um pedido do Cônsul de Portugal em Manaus, Dr. Emídio Vaz D’Oliveira e do empresário das comunicações Jornalista Phelippe Daou, naturalmente contando com a generosidade do Comendador José Cruz, Presidente da Beneficente Portuguesa à época, a professora Júlia Barjona Labre foi a última hospede do hospital português.

O que era comum naquela época desde o início do século, o hospital português sempre recebeu hóspedes portugueses que não tinham familiares em Manaus e, naturalmente faziam doações de suas propriedades para o referido hospital e desta forma na condição de sócio passavam a morar até sua morte nas dependências do hospital. Foram muitos aqueles portugueses que participaram efetivamente deste projeto de generosidade.

Júlia Barjona Labre, (professora Julitta para os íntimos) nasceu no dia 4 de abril de 1887, no Estado de São Paulo, filha de Luís Araújo Labre e Isabel Maria Barjona Labre. Fez seus primeiros estudos no Liceu Nacional de Lisboa, Portugal. Uma escola tradicional, fundada em 1836, com nome de Liceu Passos Manuel, hoje, Escola Secundária de Camões. Instalado à época no Palácio de Regaleira, no Largo de São Domingos. Ainda hoje, esta tradicional escola mantém o ensino noturno e continua a ser uma das maiores escolas secundárias do país.

Júlia Barjona Labre (Julitta). Nasceu em 4 de abril de 1887, filha de Luiz Araújo Labre e Isabel Barjona de Freitas. Cartão postal produzido por Silvino Santos, 1921. Foto: Acervo de José Paulo Macedo

Segundo depoimento deixado por escrito pela própria dona Julitta, ela destaca:

[…] Posso dizer que nasci em berço de ouro. Nunca soube na vida estudantil o que era dificuldades. Meus avós e meus pais abastados, sempre me cumularam de tudo o que precisava para uma vida tranquila e confortável. Sempre tive o direito de escolher os lugares para passar os meus períodos de férias escolares. Foi assim que conheci Paris, Bordéus, Liège, Madri e vários outros lugares bonitos. Gosto de criança, de todos os animais sem exceção e por toda vida sigo um lema: Meus amigos não têm defeitos, meus inimigos, se existem, não têm qualidades.

Em Belém do Pará, sua mãe e sua avó foram proprietárias do Colégio Progresso no qual venderam, mais tarde, ao Dr. Arthur Theodulo dos Santos Porto, tendo passado a denominar-se Colégio Progresso Paraense. Arthur Theodulo dos Santos Porto nasceu a 4 de abril de 1866, na cidade de Recife, Pernambuco, sendo seus pais: o Conferente de Alfândega, Coronel João dos Santos Porto e dona Emília dos Santos Porto. Fez seus primeiros estudos nessa cidade, tendo, mais tarde, ingressado na Faculdade de Direito onde foi aluno de Tobias Barreto, entre outros tantos mestres de excepcional talento.

Concluído o curso jurídico, viajou para o Estado do Pará, onde assumiu o Cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Bragança, posteriormente, foi oficial de gabinete do Governador Dr. Justo Chermont, cargo que desempenhou até 1890, quando retornou a Pernambuco.

Júlia Barjona Labre chega ao Amazonas em 1907 e, desde logo, iniciou magistério com sua mãe Isabel Maria Barjona Labre e sua avó Júlia Barjona de Freitas as quais fundaram, nesta ocasião, o Colégio Progresso na Avenida Sete de Setembro, onde neste local, mais tarde, foi construído o edifício Antônio Simões. Posteriormente, o Colégio Progresso foi transferido para um sobrado com porão habitável na Avenida Joaquim Nabuco, esquina da Rua Lauro Cavalcante. Ainda no depoimento escrito por Júlia Barjona Labre, ela retrata Manaus no período de sua chegada:

Voltou ao Estado do Pará no ano seguinte para casar com dona Júlia Pinheiro, filha do ilustre e respeitável Coronel José Caetano Pinheiro, Senador da República e um dos líderes políticos de maior prestígio. Foi também atuante advogado no fórum de Belém, onde soube honrar durante muitos anos de intensa atividade defendendo causas cíveis e criminais. Foi professor na cadeira de Geografia do antigo Liceu Paraense e, posteriormente, de História Universal na Escola Normal do Pará, onde obtivera cátedra dessa disciplina em 1893, em 1927, foi nomeado desembargador no Tribunal Superior de Justiça.

[…] Quando cheguei a Manaus, encontrei dois ótimos serviços, energia elétrica e o serviço de bondes, que em nada ficavam a dever aos de Portugal e aos da Europa na época. Manaus era uma cidade pequena, mas com povo muito trabalhador e muito hospitaleiro. Nos clubes sociais como o Internacional e outros, reunia-se a sociedade em grandes festas. Nos clubes nada se pagava, os sócios tinham direito a pedir o que fosse de seu agrado sem qualquer pagamento. Do champagne ao vinho do porto, etc. Manaus, por esse tempo, recebia a visita de grandes artistas, de companhias famosas de toda a Europa. As famílias também gostavam de reunir-se com os amigos em casa.

A professora Júlia Barjona Labre, mestra de tantos alunos ilustres, como Phelippe Daou e Milton Cordeiro, promoveu com sua escola um ambiente mais propício ao seu acentuado pendor didático, pôde ela lecionar neste tradicional colégio até 1963, quando, definitivamente, aposentou-se do magistério, auferindo desse trabalho os meios de subsistência para ela e para aqueles que permaneceram em sua volta, buscando sempre conquistar altíssimas relações as quais lhe valeram grandes momentos de amizade. Exerceu o magistério de forma prazerosa durante cinquenta e sete anos. Nesse sacerdócio, viveu os melhores dias de sua vida, teve alunos exemplares, lecionou para os filhos das melhores famílias que ela conhecia. Teve sob a sua guarda várias gerações de amazonenses dos quais ela se orgulhava muito, pois todos eles se destacaram na vida profissional e foram, para ela, motivo de grande satisfação. A professora Julitta destacou um amigo inesquecível, Ruy Araújo. Ela, ainda, destaca no seu depoimento:

[…] O Amazonas na época do ouro negro transbordava de grandeza, mas com a queda da borracha e o registro da crise dela consequente, tudo se modificou no Amazonas. Todo mundo sentia na carne os efeitos da crise. Eu e minha família também dela não escapamos. Minha avó, por exemplo, perdeu tudo o que possuía e que estava aplicado no interior, através das mais importantes firmas da terra, que desapareceram na voragem da crise econômica sem precedentes na história do Amazonas. São tantas as recordações boas e más, da minha carreira, que não me atrevo a dizer qual delas a que me deixou marcas mais profundas. Devo, no entanto, dizer que amo verdadeiramente os “meus filhos” e “meus netos” e sinto uma alegria e prazer imenso quando sei que algum deles está prosperando, alçando-se a posições mais importantes na vida.

Júlia Barjone Labre, no Hospital Beneficente Portuguesa, 1971. Foto: Acervo de José Paulo Macedo

Seu nome está perpetuado na Escola Municipal Júlia Barjona Labre que, à época de sua criação, era uma pequena casa de madeira de iniciativa do Projeto Pró Morar São José 1, na administração municipal do Prefeito José Fernandes e teve as obras concluídas na administração do Prefeito João Furtado, cuja, inauguração ocorrera em agosto de 1982.

A primeira gestora dessa escola foi a professora Dalva Sueli Moraes Mota. Outros profissionais também tiveram importante dedicação a essa escola como, por exemplo, Joaquim de Oliveira Reis, João Bosco Dutra da Silva, Gilmar da Silva Oliveira, Jocelim Umberto da Silva Oliveira, Brigida Meneses e Tarcísio Serpa Normando.

A professora Julitta após se aposentar e por influência do Comendador Emídio Vaz D’Oliveira e Phelippe Daou, foi lhe concedido um aposento no Hospital Beneficente Portuguesa, onde permaneceu até falecer. Ela, quando em vida, sempre destacou grandes amigos e companheiros de todas as horas: Isabel Barbosa de Macedo, viúva do Sr. José Manuel de Macedo; Eneida Araújo de Vasconcelos, filha do Dr. Ruy Araújo e dona Elena Araújo; Paulo Fernando Cidade Araújo; Maria Ermelinda Pedrosa de Medeiros; Valdir Medeiros; Maria do Céu Vaz D’Oliveira; Rômulo Rabelo; Osvaldo Said; Djalma Batista; Penido Burnier; Pedro Araújo Lima; Renê Gutierrez. Dona Isa Pedrosa, viúva do Dr. Valdemar Pedrosa e mãe de dona Maria Ermelinda.

Ao escrever este artigo, volto a um período importante da minha infância e juventude, onde, por tantas vezes, transitei naquele espaço do Colégio Progresso.

Sonhar e acreditar. Destas duas qualidades resultam as realizações sociais e os fazeres do espírito humano – fatores indispensáveis para perpetuação das aspirações enobrecedoras e a construção de possibilidades efetivas para existência humana.

A professora Júlia Barjona Labre formou muitas gerações de homens e mulheres os quais souberam colocar em prática valores e atitudes que, com ela, aprenderam.

A existência dela enquanto viveu entre nós, foi marcada pela vontade de servir e projetar seus alunos para o futuro. Essas considerações me ocorrem enquanto constato que, na sua escola, ela utilizou o conhecimento como pátina, no cinzelamento do conhecimento de todos aqueles alunos que beberam na fonte de seus ensinamentos.

A vida é uma aventura em que os justos e os bons, apesar das provas e desafios, afirmam, com a força de seu caráter e com suas ações, as marcas de sua singularidade e grandeza de suas atitudes. Eis, aí, o diferencial o qual distingue as almas nobres, daqueles que vivem nas sombras ou contentam-se com a pequenez de seus sentimentos.

A trajetória dessa educadora foi reveladora de seus múltiplos compromissos com o sacerdócio de ensinar, com a vida e com a possibilidade da construção de uma sociedade que se destacou no Estado do Amazonas. A existência dessa mestra foi uma prova do poder de transformação do saber, isto é, o triunfo da vontade de ensinar. Sua vida foi vitoriosa porque era alicerçada na crença de seus pais de que o maior patrimônio que poderiam legar aos filhos era o conhecimento.

Poucas pessoas, nesse universo escolar, têm um espaço reservado na história da nossa cidade depois de longos e proveitosos anos de magistério. A mestra Júlia Barjona Labre descreveu nossa cidade como observadora atenciosa e, como se nós pudéssemos vê-la debruçada na janela de sua escola, nas tardes de domingo, que, por tantas vezes, eu presenciei na pacata cidade de Manaus onde ela escolheu para viver.

Além do círculo de amizades de nosso entorno, ela impressionava com uma amizade muito próxima de personalidades da família real, era a sua vertente mágica de construir boas amizades, pela singularidade dos seus conceitos e, principalmente, pela forma de que seus pais promoveram sua educação. O seu absoluto e elegantíssimo domínio da língua portuguesa, fez dela uma sedutora para quem teve a felicidade de ouvi-la e conviver com ela.

É certo que não só por meio da palavra os mortais podem passar à posteridade, tão significativos e ilimitados foram suas raízes a partir de seus pais, muito especialmente a sua mãe Isabel Maria Barjona Labre, que ao receber o óleo santo do batismo e a água purificadora na Igreja Paroquial de Nossa Senhora dos Mártires, Conselho do Bairro do Rossio, Distrito Eclesiástico do Patriarcado de Lisboa, através do Padre Narciso José Pinto, nesta ocasião, foi seu padrinho Sua Majestade o Imperador do Brasil, Dom Pedro II, por seu bastante Procurador o Excelentíssimo Barão de Itamaracá, seu Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário nesta Corte e recebeu como Madrinha Nossa Senhora da Conceição. Dessa forma, buscando encontrar nas curvas do tempo fatos históricos que valem a pena ficar como registro nesta viagem de rememorações, reencontros e revelações.

No seu acervo pessoal, encontramos cartões de Natal, cartão pessoal da Princesa Esperanza da Família Imperial Brasileira, com foto da Princesa dona Esperanza, Príncipes Dom Pedro Carlos e Dom Pedro de Orleans e Bragança, enviados do Palácio Grão Pará em Petrópolis, Rio de Janeiro. Além de muitos documentos, um bilhete postal produzido por Manáos – Arte – J. G. Araújo & Cia., Ltda., cuja produção artística era de Silvino Santos, com a foto de Júlia Barjona Labre. A importância da família Labre também está em um registro memorável na fundação da cidade de Lábrea, onde ocorrera a saga das terras dos índios Apurinã e Palmary, como bem destaca o Professor Doutor Hélio Rocha, na sua obra “Coronel Labre”. Antônio Rodrigues Pereira Labre (1827-1899), Coronel Labre maranhense, fundou, organizou e governou esta cidade as margens do Rio Purus, no ano de 1871.

Depoimento escrito por Júlia Barjona Labre

Escola Municipal Júlia Barjona Labre/Professor Carlos Alberto Monteiro de Oliveira;

Informações cedidas pela família do Desembargador Athur Porto através de Raul Porto, Belém do Pará;

Informações e documentos cedidos por José Paulo Macedo;

Rocha, Hélio. Coronel Labre/Hélio Rocha; São Carlos, SP, 2016. Editora Scienza.

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Até o dia 31 de julho, estarão abertas as inscrições do Concurso Literomusical Maria Callas em comemoração ao centenário da grande soprano. Com o tema “A trajetória artística de Maria Callas”, o concurso tem como público-alvo, alunos do Ensino Médio, Universidades e Faculdades, apreciadores e pesquisadores da literatura e da música.

As inscrições são gratuitas e realizadas em etapa única, em formato online disponível no link; https://academiaamazonensedeletras.com/editais-2/

As produções poderão serem apresentadas em modalidade de redação/artigo, em formato digital, anexado à formulário de inscrição.

As premiações cedidas de forma classificatória em primeiro R$ 1.000,00, segundo R$ 800,00 e terceiro lugar R$ 600,00, conforme estabelecido no edital.

O concurso está sendo realizado por meio do Termo de Fomento celebrado com o Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com recursos da Emenda Parlamentar de autoria da Alessandra Campêlo.

*Com informações da ASCOM-AAL
E-mail: [email protected]
Contatos: (92) 99219.6767 / (92) 99342-6197

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