A visita foi marcada por uma conversa descontraída e histórica, destacando a origem e o reconhecimento do talento musical de Vicente José Malheiros da Fonseca em suas grandes composições, entre elas, o hino do Luso Sporting Club.

Na manhã desta segunda-feira (30), o Presidente da Academia Amazonense de Letras, Abrahim Baze, juntamente com o Diretor de Promoções e Eventos, José Braga, receberam na sede da Academia, Flávio Grillo e o Desembargador Vicente José Malheiros da Fonseca, para falar sobre a biografia e a fundação do Luso Sporting Club, o renomado Desembargador, também é compositor e membro de diversas academias, incluindo a Academia Paraense de Letras Jurídicas e Academia Paraense de Música.

Durante a visita, o Desembargador recebeu diretamente das mãos do Presidente da Academia Amazonense de Letras, Abrahim Baze, as recentes obras lançadas em janeiro deste ano, intituladas; “Luso Sporting Club: Sociedade Portuguesa no Amazonas 1912-1917”  e “Histórias de um Jornalista na Amazônia”, também recebeu do Diretor de Promoções e Eventos da Academia, José Braga, a obra “Rumos e Remos; Uma Viagem nas Letras”, ambos com uma singela dedicatória.

Como retribuição o Desembargador presentou o Presidente da Academia com a obra “Vida e a Obra de Wilson Fonseca; (Maestro Isoca)”, umaobra musical que apresenta acervos inéditos de diversos segmentos musicais do popular ao erudito, reunida em 20 volumes, com apenas 4 publicados, com mais de 1.600 produções catalogadas, incluindo peças para canto e diversas combinações de instrumentos, para banda, composições orquestrais e líricas, além de arranjos e transcrições.

Ao longo da visita, o desembargador conheceu a Biblioteca Genesino Braga, onde estão reunidos os grandes acervos literários dos Acadêmicos e a exposição dos objetos antigos como as medalhas comemorativas e representativas da instituição, a urna de votação e o vaso de cerâmica usado nas eleições bienal, além do quadro carnavalesco do Grêmio Recreativo da Escola de Samba Vitória Régia que em 2010 homenageou a Academia Amazonense de Letras com o enredo “Cantando o Pensamento da Amazônia, a Verde e Rosa saúda os imortais”, rendendo mais um título de campeã para a escola.

O Desembargador nasceu em Santarém (PA), em 1948. Filho do compositor Wilson Fonseca (Maestro Isoca) e Dona Rosilda Malheiros da Fonseca. Neto do Maestro José Agostinho da Fonseca, nascido em Manaus (AM). Casado com Neide Teles Sirotheau da Fonseca. Possui 3 filhos (Vicente Filho, Adriano e Lorena). É compositor desde 1958. Desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 8.ª Região sediado em Belém (PA), magistrado trabalhista de carreira desde 1973, há cerca de 50 anos, tendo atuado nos Estados do Pará, Amazonas, Amapá e Roraima. Foi Decano, por vários anos, e ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 8.ª Região.

Professor convidado do Centro de Ensino Superior do Amapá (CEAP) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em cursos de Pós-Graduação em Direito. Ministrou aulas e palestras em Escolas Judiciais dos Tribunais Regionais do Trabalho da 8.ª Região (Pará e Amapá), do TRT-11.ª Região (Amazonas e Roraima), do TRT-14.ª Região (Rondônia e Acre) e do TRT-20.ª Região (Sergipe); Professor Emérito da Universidade da Amazônia (UNAMA), onde lecionou as disciplinas: Introdução ao Estudo LUSO SPORTING CLUB 137 do Direito, Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, inclusive em cursos de pós-graduação, durante 30 anos.

Publicou artigos, sobretudo na área do direito e da música, e livros jurídicos. Alguns livros jurídicos de sua autoria: Reforma da execução trabalhista e outros estudos, 1993; Em defesa da justiça do trabalho e outros estudos, 2001.

Em 2021, publicou a obra coletiva Transformações e desafios à efetividade dos direitos e garantias fundamentais, sob a coordenação e organização de Océlio de Jesus Carneiro de Morais, que reúne estudos escritos por diversos juristas – como a Ministra Rosa Weber, ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal – , em homenagem a Vicente José Malheiros da Fonseca, com prefácio de João de Lima Teixeira Filho, na época Presidente da Academia Brasileira de Direito do Trabalho.

Participou de vários congressos jurídicos e culturais, inclusive na condição de conferencista, no Brasil e no exterior. Proferiu a primeira sentença trabalhista sobre exploração de trabalho escravo, em 1976, quando atuava em Abaetetuba (PA), objeto de teses acadêmicas, inclusive em nível de pós-graduação, no Brasil e no exterior, com referências em livros publicados por diversos juristas. Os autos do processo, onde foi proferida essa sentença, receberam um selo histórico e encontra-se no acervo do Museu do Tribunal Regional do Trabalho da 8.ª Região.

Idealizou, em 1979, a criação do Fundo de Garantia das Execuções Trabalhistas, incorporado no art. 3.º da Emenda Constitucional n.º 45/2004 (Reforma do Poder Judiciário), ainda pendente de regulamentação por lei.

Membro da Associação dos Magistrados Brasileiros, da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 8.ª Região, da Academia Brasileira de Direito do Trabalho, da Academia Paraense de Música, da Academia de Letras e Artes de Santarém, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, da Academia Luminescência Brasileira, da Academia de Música do Brasil, da Academia de Musicologia do Brasil, da Academia de Música do Rio de Janeiro, da Academia de Artes do Brasil, da Academia de Música de Campinas (SP), da Academia de Música de Santos (SP), da Academia Paraense de Letras Jurídicas, Academia Paraense de Letras, da Academia Brasileira de Ciências e Letras (Câmara Brasileira de Cultura), da Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL) – Seção do Oeste do Pará, da Academia de Música de São José dos Campos (SP). Membro Honorário do Instituto dos Advogados do Pará. Conselheiro Perpétuo da Academia de Música de São Paulo. Sócio Benemérito da Academia Vigiense de Letras (Vigia de Nazaré-PA).

Doutor Honoris Causa pela Academia de Música do Brasil e pela Academia de Musicologia do Brasil, sediadas no Rio de Janeiro; e Doutor Honoris Causa pela Academia de Música de São Paulo.

 O catálogo de sua obra musical registra mais de 2.400 peças, em diversos gêneros (canto, coral, piano solo e à 4 mãos, sacras, violão, banda, conjuntos camerísticos para formações instrumentais e/ou vocais e peças orquestrais); hinos (mais de 180, como o “Hino da Justiça do Trabalho”). Alguns destaques de sua obra musical:

• Série de “Valsas Santarenas” (atualmente, 143 peças);

• Ciclo de canções sobre poemas de Fernando Pessoa (“Poeta Fingidor”; “Tenho Tanto Sentimento”; e “Ao longe, ao luar”);

• Ciclo de canções sobre poemas de Luís Vaz de Camões (“Alma minha gentil, que te partiste” e “Os Lusíadas”);

• Ciclo de canções dedicadas a cantoras líricas (26), inclusive em homenagem às sopranos paraenses Adriane Queiroz e Carmen Monarcha;

• Ciclo de canções sobre o boto amazônico (cerca de 10);

• Composições alusivas a eventos diversos, como festas de aniversários de jovens debutantes, etc.;

• Hino da Justiça do Trabalho;

• Irurá (Chorinho) – diversos arranjos

• Sonatina Amazônica (Peça em 5 movimentos) – diversos arranjos;

• Ave Maria (Sacra) – diversos arranjos;

• Maria, Ave Maria dos Migrantes (Sacra) – diversos arranjos;

• Noturno Tapajônico – diversos arranjos;

• Ritual Sinfônico n.º 1 (Peça em 7 movimentos);

• Ritual Sinfônico n.º 2 (Peça em 7 movimentos); LUSO SPORTING CLUB

• Ritual Sinfônico n.º 3 (Peça em 7 movimentos);

• Ritual Sinfônico n.º 4 (Peça em 7 movimentos); 139

• Sonata para Violino e Piano – Peça em 3 Partes (Amazonas; Tapajós e Santarém);

• Fantasia para Piano n.º 1 (Peça em 3 movimentos);

• Fantasia para Piano n.º 2 (Peça em 3 movimentos);

• Fantasia para Piano n.º 3 (Peça em 6 movimentos);

• Boto Sapeca (Peça em 7 movimentos) – Violoncelo Solo;

• Quarteto 2012 (Quarteto de Cordas), em homenagem a meu pai;

• Dobrado “Maestro Isoca”, em homenagem a meu pai;

• “Para minha mãe” (Quarteto de Cordas; Orquestra de Cordas; e Octeto para Violoncelos);

• Camerata para 12 instrumentos – Orquestra de Câmara – à memória da compositora e professora Rachel Peluso;

• Elegia a Sebastião Tapajós (letra: Renato Sussuarana);

• Suíte Tapajônica (5 movimentos) – Duo para Violino e Viola

• Suíte Amazônica (Prelúdio e 10 movimentos) – Violoncelo Solo. Suíte Amazônica (Prelúdio e 9 movimentos) – Violoncelo Solo (versão revista);

 • Tapajós – Santarém (letra: Paulo Rodrigues dos Santos);

• Abertura de Concerto no 1, com 12 movimentos (Orquestra Sinfônica);

• “Sinfonia do Tapajós” (composta para o lançamento do livro “Meu Baú Mocorongo”, de Wilson Fonseca, com a primeira audição – 40 movimentos – “Oração – Ave Maria”, executada pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, em sua cidade natal);

• Pequena Sinfonia da Paz – Orquestra Sinfônica, com harpa, Piano e Percussão (5 movimentos).

Possui músicas gravadas em discos, inclusive no exterior. Foi agraciado com dezenas de medalhas e honrarias. Vencedor do Concurso Nacional de Composição de Música Sacra, com a obra “Maria – Ave Maria dos Migrantes”, promovido pela Paróquia de Nossa Senhora de Boa Viagem – Igreja Matriz de São Bernardo do Campo (SP). Escreveu 140 ABRAHIM BAZE o livro A vida e a obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca) impresso na gráfica do Banco do Brasil (Rio de Janeiro), em homenagem ao centenário de nascimento de seu pai, em 2012.

Em 30 de setembro de 2018, Vicente José Malheiros da Fonseca compôs o “Hino do Luso Sporting Club”, de Manaus (AM) que foi gravado por iniciativa do atual Presidente da instituição, Coronel Flávio do Nascimento Grillo Filho, com interpretação do Coral do Amazonas e Orquestra Amazonas Filarmônica, sob a regência do Maestro Marcelo de Jesus. A primeira execução pública mundial do Hino ocorreu no dia 27 de outubro de 2022, no Teatro Amazonas, pelos mesmos intérpretes de sua gravação, com a presença do compositor.

*Com informações da ASCOM-AAL/ colaboração: ASCOM-UFAM
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