A Academia Amazonense de Letras (AAL) esteve representada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026 pela Acadêmica Artemis de Araújo Soares, professora da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Durante o evento, ela participou de entrevista sobre o livro Ginástica Rítmica no Brasil, Onde Tudo Começou, que estava sendo divulgado na Bienal.

Na entrevista, Artemis Soares explicou que a obra surgiu a partir da ideia da professora Daisy Barros, que, segundo ela, teve papel importante na divulgação e democratização da prática da ginástica rítmica no Brasil.

“A professora Daisy foi a primeira ginasta brasileira a competir internacionalmente”, afirmou Artemis. Segundo a Acadêmica, Daisy também atuou na formação de técnicas e árbitros por meio de atividades realizadas durante jogos brasileiros e jogos escolares. “Nós tínhamos jogos brasileiros, jogos escolares, e a professora Daisy preparava as séries obrigatórias e todo o Brasil comparecia, técnicas e árbitros, para receber os ensinamentos. Então, isso que nós chamamos de democratização do ensino da ginástica rítmica”, explicou.

Artemis também destacou a participação de outras pessoas na história apresentada pelo livro, entre elas a professora Ingeborg Ingrid Krause, que, segundo ela, participou administrativamente do início da institucionalização da modalidade; Darcymires do Rio de Barros, marido de Daisy, ambos já falecidos; e Letícia Barros, filha de Daisy, ex-ginasta e participante da elaboração da obra. “Esse livro é importante, porque vem contar a história realmente vivida pela professora Daisy e por outras pessoas que estão aqui citadas”, afirmou Artemis.

A Acadêmica ressaltou ainda que a obra apresenta a história inicial da ginástica rítmica no Brasil, mencionando a contribuição de Ilona Peuker, que foi técnica de Daisy. Sobre a circulação da publicação, Artemis contou que o livro também foi divulgado em Manaus e recebeu procura de profissionais ligados à modalidade.

“É algo que precisa ser divulgado entre técnicas, entre árbitros e também entre as ginastas. Principalmente nas escolas de Educação Física e nos cursos de técnica de ginástica rítmica, para que a gente aprenda onde começou, como começou e com quem começou”, destacou.

Durante a entrevista, Artemis também falou sobre a capa da publicação, que traz uma fotografia de Daisy Barros. Segundo ela, o trabalho foi produzido por Maria Brasil, sobrinha de Daisy. A Acadêmica contou ainda que a obra começou a ser desenvolvida a partir de um convite feito por Daisy Barros. “Daisy que nos chamou para escrever. Ela iniciou conosco, mas infelizmente a pandemia a levou. E nós, então, nos juntamos e fizemos o fechamento da obra”, relatou.

Sobre a Acadêmica

Artemis de Araújo Soares é natural de Manicoré, no Amazonas, e possui graduação em Educação Física e Letras pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), mestrado em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto, em Portugal. Também realizou pós-doutorado na França.

Professora e pesquisadora na área de Educação Física, Artemis tem trajetória acadêmica voltada a temas relacionados ao esporte, cultura, ginástica rítmica, tradições desportivo-culturais e povos indígenas. Também integrou o Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA/UFAM).

Na Academia Amazonense de Letras, é a segunda ocupante da Cadeira nº 40, tendo sido eleita em 30 de setembro de 2017 e empossada em 17 de novembro daquele ano. A cadeira tem como patrono Paulino de Brito. Artemis também é membro da Academia Brasileira de Educação Física.

Assista à entrevista completa:

Acadêmica Artemis Soares durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026.

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