Conhecido por sua atuação literária e artística no Amazonas, o novo imortal ocupa a Cadeira nº25 fundada por Araújo Lima, valorizando a cultura amazônica em sua escrita, perpetuando o legado literário de seu pai.

Membros efetivos da Academia Amazonense de Letras.

A solenidade de Posse Acadêmica de Pedro Lucas Lindoso, realizada na última sexta-feira (24), no salão nobre do Pensamento Amazônico Álvaro da Academia Amazonense de Letras, reuniu parentes, amigos, familiares, personalidades, autoridades e representantes de instituições literárias e artísticas, além dos acadêmicos Elson Farias, Rosa Mendonça, Mazé Mourão, Artemis Soares, Zemaria Pinto, Mário Ypiranga, Euler esteves, Renan Freitas, Júlio Lopes, Sérgio Cardoso, Marcos Frederico e Arthur Neto.

A programação iniciou com a composição de mesa da presidencial, formada pelo presidente da Academia Amazonense de Letras, Abrahim Baze, secretário-geral da Academia, Robério Braga, presidente do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), José Braga e o Diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Márcio Braz.

Composição da mesa presidencial.

A entrada do novo membro efetivo, foi conduzida pelas acadêmicas Artemis Soares e Rosa Mendonça que conduziram o escritor Pedro Lucas Lindoso para o salão nobre para a realização da outorga das insígnias de Acadêmico, conforme rege a tradição centenária da instituição acadêmica.

Imortal recebendo o Colar Acadêmico, simbolizando o ingresso na instituição literária.

Durante a solenidade o público presente pode prestigiar a fala presidencial do presidente Abrahim Baze, seguido pelo Discurso de Posse proferido pelo Acadêmico Pedro Lucas Lindoso e o Discurso de Saudação Acadêmica ao novo imortal proferido pelo Acadêmico Decano Elson Farias, após os discursos houve a diplomação, momento que marca a posse efetiva de Pedro Lindoso simbolizada por meio da entrega do colar Acadêmico feito pelos Acadêmicos Robério Braga e José Braga. Na ocasião, a esposa do novo imortal, Vera Lindoso, recebeu em uma singela homenagem um buque de flores do filho, Fernando Lindoso.

Entrega do buquê de flores a esposa do imortal, Vera Lindoso.

Versos de obras literárias também fizeram parte da programação com poemas de José Lindoso à Dona Amine, do Acadêmico José Lindoso, declamado por Clara Lindoso e Lima, O jardim da minha mãe, do Acadêmico Almir Diniz, declamado por Gracinete Felinto, O Palácio, do Acadêmico José Lindoso declamado por Marina Lindoso de Castro e Mad Maria, do Acadêmico Márcio Souza, declamado por Fernando Lindoso.

Outro momento marcante durante a solenidade foi a apresentação do cantor Humberto Vieira, interpretando grandes canções como Marina, de Dorival Caymmi, Amazonas meu amor, de Chico da Silva e Ave Maria, de Charles Gounod acompanhado pelo pianista Marcelo Leite.

Pianista Marcelo Leite e o cantor Humberto Vieira

O imortal Pedro Lucas Lindoso pleiteou uma das eleições mais concorridas da recente história da instituição, concorrendo a cadeiras de nº 25, fundada pelo médico e político Araújo Lima, vaga aberta com o falecimento do Acadêmico escritor e dramaturgo Márcio Souza ocorrido em agosto de 2024. O eleito disputou a Cadeira com três candidatos de alta qualificação, nomes reconhecidos no campo do magistério e da literatura e educação no Amazonas, seguindo pelo canto do Hino Nacional, interpretado pelo cantor Humberto Vieira acompanhado pelo pianista Marcelo Leite.

Pedro Lucas Lindoso: Nasceu em Manaus em 13 de maio de 1957. É advogado e licenciado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB), fluente em inglês, francês e italiano. Atuou no Banco Nacional de Crédito Cooperativo, no Ministério da Justiça e como procurador-geral da EMBRATUR. Ingressou por concurso na PETROBRAS, onde aposentou-se como advogado master. É membro do IGHA, da ASSEAM, da ALCEAR, da Academia Amazonense Maçônica de Letras e da ACLJA, e atualmente ocupa a cadeira 25 da Academia Amazonense de Letras.

Segundo o imortal, mesmo tendo vivido 35 anos em Brasília, sempre manteve uma forte ligação com a cidade manauara, pois a cultura amazonense esteve sempre presente em casa, na comida, nos jornais e nas histórias de família. Cresceu ouvindo relatos sobre o interior, os rios e o povo da região, especialmente por influência do seu pai, que nasceu em um seringal no Rio Madeira. Essas vivências moldaram seu olhar e sua escrita, que carregam a memória, os afetos e a identidade amazônica.

Após o encerramento, o público presente participou do porto de honra no salão anexo Memorial Mário Ypiranga oferecido pelo acadêmico Pedro Lucas Lindoso como comemoração do seu ingresso na instituição acadêmica.

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*Imagens: Fotógrafo Rell Santos