Primeiro Presidente

O Primeiro Presidente

 

Aclamado presidente logo na primeira sessão, Adriano Augusto de Araújo Jorge dirigiu a entidade de 1.º de janeiro de 1918 a 2 de novembro de 1949, quando de seu falecimento.

Médico, jornalista, professor, musicista, político e orador, segundo o professor Agnello Bittencourt Adriano “foi uma inteligência esbanjadora, dispersiva. Trabalhou muito, mas não deixou um livro sequer, quando podia tê-los vários e profundos. Era um dos colaboradores mais lidos, das revistas e jornais de Manaus.

Mesmo sendo uma das inteligências mais fulgurantes de seu tempo, médico e mestre para os demais colegas, não publicou suas conferências, discursos, palestras escolares, e nem produziu livro sobre medicina.

Escreveu a conferência A Luz, proferida a 24 de novembro de 1906; a tese A Preposição sua função histórica, com a qual se apresentou ao Ginásio Amazonense Pedro II, 1910; o prefácio à obra A simplificação e unificação da ortografia portuguesa, GLOSAS de Francisco Luiz Pereira, em 1913 ; O Substratumfisico-quírnico da Vida, tese de concurso à cadeira de História Natural da Escola Normal do Estado do Amazonas; prefácio à obra A Autonomia Municipal, de Plínio Ramos Coelho; prefácio à obra Roteiro histórico e sentimental da evolução de Manaus, de Mavignier de Castro, de 1948, possivelmente seu último texto.

Professor catedrático do Ginásio Amazonse Pedro II e da Escola Normal do Amazonas, examinador de vários concursos para catedrático em diversas disciplinas, não foi tão bem sucedido quanto pretendia na carreira política, pois não logrou reconhecimento da Comissão de Poderes da Câmara Federal, nem se elegeu senador da República ou governdor do Estado como pretendeu, alcançando os mandatos de deputado estadual, vereador de Manaus e presidente da Câmara Municipal.

Sua larga e intensa produção em revistas e jornais pode ser encontrada de 1906 a 1947, especialmente em veículos editados em Manaus.

Na qualidade de primeiro presidente da Academia, de 1918 a 1949, realizou diversas sessões literárias e lítero-musicais, especialmente na sede do Ideal Club, e reuniões de trabalho, inicialmente na Assembleia Legislativa do Estado, destacando-se: a sessão solene da entidade no Teatro Amazonas, em homenagem a Olavo Bilac (1865-1918) em 1919; sessão lítero-musical de 1923; sessão de inauguração da sede própria (1935), e várias sessões solenes de posse e de pompas fúnebres.

Faleceu em 3 de novembro de 1948, merecendo homenagens de políticos, professores e acadêmicos. Na sessão de pompas fúnebres em sua homenagem na Academia, em 30 de dezembro de 1948, foram oradores Leôncio Salignac e Souza e Djalma da Cunha Batista.