Presidente de Honra


Nelson de Mello nasceu em Santana do Livramento (RS), no dia 20 de agosto de 1899, filho de Francisco Antônio de Siqueira e Melo e Maria Isabel de Aguiar Melo.


Estudou em sua cidade natal, em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, onde ingressou na Escola Militar do Realengo, assentando praça em março de 1917. Aspirante (1922) foi transferido para o 27.º Batalhão de Caçadores em Manaus. Promovido a 2.º tenente (1922), transferido para São João del Rey em cuja cidade permaneceu até 1923. Promovido a 1.º tenente (1923), foi transferido para o 7.º RI em Santa Maria (RS) e em 1924 para o 4.º, em São Paulo, onde aderiu ao movimento paulista de 1924, por cujo ato sofreu punição de prisão.


Tomou parte na Revolução de 1930 e participou das operações militares em Minas Gerais. Integrou o Club 3 de Outubro. Promovido a capitão (1931), foi transferido para Pernambuco, exercendo a Secretaria de Segurança Pública. Combateu os revolucionários paulistas de 1932, e, em setembro de 1933, tornou-se interventor federal no Amazonas exercendo a função de 10 de outubro de 1933 a 19 de fevereiro de 1935, oportunidade em que recusou sua candidatura às eleições indiretas para governador do Estado, com a reconstitucionalização do País naquele período.


Na qualidade de interventor federal no Amazonas doou o prédio sede da Academia Amazonense de Letras em 1934, cujo ato foi solenizado em 1935, dotando a entidade de todos os meios materiais necessários para o seu funcionamento e continuidade, visto que, desde 1918, quando de sua fundação, não possuía sede.


Foi chefe de polícia do Distrito Federal (1943), promovido a coronel (1944), embarcou para a Itália na Força Expedicionária Brasileira como comandante do 6.º RI, que teve papel destacado na Batalha de Fornovo di Taro, e regressou ao Brasil em julho de 1945. Promovido a general-de-brigada (1950), foi eleito para a presidência do Clube Militar, sendo vice-presidente em seguida (1952). Assumiu a Diretoria de Recrutamento do Exército no Rio de Janeiro (1955) e, em seguida, o comando da 5.ª DI, em Ponta Grossa (PR).


Apoiou o movimento militar liderado pelo general Henrique Lott (11 de novembro de 1955) para assegurar a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e foi delegado executor do estado de sítio no Paraná. Com a posse de Juscelino Kubitschek, foi nomeado chefe do Gabinete Militar da Presidência da República (1956) e um dos coordenadores da ação militar que reprimiu a Revolta de Jacareacanga (1956). Promovido a general-de-divisão (1956) e a general-de-exército (1959), ajudou a debelar o levante militar chefiado pelo tenente-coronel-aviador João Paulo Burnier e pelo major-aviador Haroldo Veloso, em Aragarças (GO).


Em fevereiro de 1961 passou a chefiar a delegação brasileira à Comissão Mista Brasil-Estados Unidos, em outubro foi nomeado comandante do II Exército, em julho de 1962 tornou-se ministro da Guerra. Em dezembro de 1963 foi transferido para a reserva no posto de marechal. Em março de 1964, participou da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, em protesto contra o governo João Goulart. Foi reformado em junho de 1969.


Em 1970, passou a integrar a diretoria da empresa Ericson do Brasil, com matriz na Suécia. Tornou-se também membro do conselho consultivo do Grupo Safra e do Banco Safra S.A. Foi membro do conselho fiscal e sócio benfeitor da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.


Casou-se com Odete Guimarães Santos Melo, com quem teve uma filha. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 3 de janeiro de 1989.